O que é o STF Digital?

O que é

Há grande confusão em torno da definição do STF Digital. O objetivo aqui é esclarecer o que é, o que não é, a motivação, os objetivos e outros detalhes por trás desse termo.

Motivação

Considere o exemplo das favelas brasileiras. Sem rede elétrica, rede de esgoto, pavimentação e segurança, cada morador constrói sua casa da forma como lhe convém. Sem um plano habitacional que direcione onde e como construir cada casa, perpetua o caos. Podem até existir casas em boas condições nas favelas, mas o cenário geral é de absoluta desorganização e os problemas se repetem rotineiramente sem qualquer perspectiva de solução definitiva.

O exemplo das favelas descrito acima pode nos ajudar a entender a atual situação das soluções de software fornecidas pela STI. O plano habitacional seria o que chamamos de Arquitetura Corporativa de TI, que internamente nunca foi definida, cada sistema seria uma casa e o conjunto dos sistemas formariam a favela. Da mesma forma que nas favelas, os problemas se repetem e a sensação é que nunca serão resolvidos. Pior que isso, o fracasso em tentar resolvê-los criou a conhecida cultura de “apagar incêndios”, que até pouco tempo atrás consumia quase que inteiramente a capacidade produtiva da STI, usada para tentar resolver o que internamente chamamos de “o problema da semana“.

A consequência mais óbvia é a enorme insatisfação dos usuários, atenuada apenas pela descrença que a cada ano se consolida mais. O silêncio dos últimos anos pode nos levar a pensar que está tudo bem, mas a realidade é que os usuários se acostumaram com a precariedade dos sistemas e não mais acreditam que essa situação mudará no futuro: muitos desistiram da TI. Essa insatisfação não é injustificada, a STI falha no básico quando não entrega nem mesmo as soluções para viabilizar a automatização dos serviços: a maior parte do trabalho ainda é manual.

O resultado é uma dura realidade. As soluções que fornecemos aos usuários os força a ir na contramão da tendência mundial: no STF, eles simplesmente preferem não usar tecnologia.

Objetivo

Analisando o que causa maior desconforto nos usuários, podemos afirmar que há certo consenso em torno de dois aspectos principais: excesso de sistemas e baixa qualidade.

Definimos nossa missão a partir desses dois aspectos principais. A partir daí, podemos dizer que nosso objetivo é:

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Desafio

Nosso desafio aqui é viabilizar o objetivo de entregar aos usuários os benefícios de poder usar um único sistema ao mesmo tempo em que entregamos à TI os benefícios de ter múltiplos serviços

Definição

O objetivo e o desafio podem parecer simples, mas não são. Não acreditamos nas visões simplistas que defendem que basta fazer isso ou aquilo, acreditamos que para alcançar o objetivo precisamos de uma estratégia, com objetivos balanceados entre diferentes visões.

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Estratégia

A estratégia é reorganizar e remodelar as soluções segundo um modelo organizacional mais aderente às necessidades e à estrutura do processo judicial e, ao mesmo tempo, sanear a infraestrutura tecnológica atual para eliminar os problemas estruturais que atualmente reduzem a capacidade de resposta da STI e limitam as possibilidades de evolução das soluções.

Na estratégia proposta, todas as soluções atuais seriam remodeladas e unificadas em um único um produto, capaz de suportar a automatização, de forma flexível, centralizada e integrada, de todos os processos do tribunal para produzir o Processo Judicial Digital do STF, o STF Digital. O fluxo de tramitação, hoje gerenciado manualmente, passa a ser gerenciado pela nova plataforma, eliminando os riscos de processamento indevido, minimizando os riscos de segurança, garantindo a possibilidade de processamento paralelo e dando maior agilidade na distribuição das atividades. Ao invés de fornecer sistemas que apenas manipulam informações, com funcionalidades agrupadas de acordo com as necessidades departamentais de um determinado grupo de pessoas, passaremos a fornecer soluções que automatizem processos de negócio, que produzem, através do fluxo de trabalho, as informações de negócio necessárias à conclusão do trabalho.

Os sistemas atuais, isolados e sem integração, dão lugar a uma plataforma de gestão por processos, viabilizando a geração de indicadores de metas e de desempenho que permitirão a melhoria contínua dos processos de trabalho por meio de estatísticas consistentes de suporte à decisão.